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Gaúcha do Norte; MT Clima e Mercado acompanha avanço da safra na região leste de Mato Grosso

11º episódio percorreu Gaúcha do Norte e Canarana

APROSOJA MT | 16/12/2025 - 08:34:35

Foto: Mateus Dias / Aprosoja MT

O 11º episódio da Quarta Temporada da Série Mato Grosso Clima e Mercado, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), iniciou, na quinta-feira (11.12), a etapa da região leste do estado, com acompanhamento da safra 2025/26 nos municípios de Gaúcha do Norte e Canarana. Os relatos mostram um cenário de plantio irregular, necessidade de replantios em algumas áreas e lavouras que começam a responder positivamente após o retorno das chuvas.

Em Gaúcha do Norte, o produtor Valdomiro Schulz explicou que o início da safra foi atípico, com chuvas pontuais ainda em setembro, mas sem regularidade suficiente para garantir o avanço do plantio. Segundo ele, alguns produtores chegaram a iniciar a semeadura nesse período, porém em áreas muito pequenas, o que acabou resultando em atraso no calendário. “Houve um período com pouca umidade e os plantios acabaram atrasando”, relatou.

Com a volta das chuvas na última semana, Valdomiro destacou uma melhora significativa nas lavouras, inclusive nas áreas que precisaram de replantio. “As áreas que houve replantio já estão nascidas novamente. Aqui na propriedade o estande está bom e houve uma recuperação muito grande depois das chuvas dos últimos dias”, afirmou. Ele avalia que, se o clima seguir favorável, a expectativa é de boa produtividade, mesmo com algumas áreas apresentando menor população de plantas.

O delegado coordenador do Núcleo de Gaúcha do Norte, Jhonatan Loss, também observou melhora no desempenho das lavouras após o retorno das precipitações. Para ele, áreas que sofreram com a falta de chuva no início agora apresentam condições de recuperação dentro da janela adequada. “As propriedades que tiveram mais dificuldade hídrica estão apresentando bom resultado, porque ainda é um período em que a lavoura consegue se recuperar até a colheita”, avaliou.

Em relação à segunda safra, Valdomiro explicou que a tendência no município é de redução na área destinada ao milho. “No nosso caso vamos diminuir um pouco o plantio da safrinha de milho. Outros vão manter a mesma área do ano passado, mas acredito que no geral, aqui no município a safrinha de milho vai ser um pouco menor do que na safra passada.”

Ele também ressaltou a preocupação com o escoamento da produção durante a colheita, já que o município conta com poucas estruturas de recebimento, o que pode gerar filas caso as chuvas coincidam com o período de colheita.

No município de Canarana, o produtor Arlindo Cancian relatou que o plantio também foi marcado por grande irregularidade das chuvas, tanto entre propriedades quanto dentro das próprias áreas. Segundo ele, algumas lavouras receberam chuva cedo, enquanto outras demoraram mais para acumular um volume mínimo.

“O plantio em Canarana foi mal distribuído, muito localizado. Teve áreas onde choveu mais cedo e outras onde a chuva demorou, inclusive dentro da própria propriedade, com precipitações bem pontuais. Aqui na fazenda, a gente costuma iniciar o plantio com cerca de 60 milímetros, mas este ano começamos com apenas 15 milímetros, e a chuva não continuou. Mesmo assim, optamos por plantar metade da lavoura em poucos dias, com esses 15 milímetros e algumas chuvinhas de 3, 5 e 7 milímetros”, afirmou.

No município, parte dos produtores precisou recorrer ao replantio em algumas áreas, especialmente em propriedades onde o tipo de solo dificulta o desenvolvimento da cultura em períodos de baixa precipitação. Mesmo diante desse cenário, Arlindo Cancian destaca que a regularização das chuvas nos últimos dias trouxe uma recuperação visível às lavouras. “A chuva veio tarde, mas ainda em um momento importante. De uns dez dias para cá, modificou muito a lavoura. Agora é acompanhar para ver como será o comportamento da produtividade lá na frente”, avaliou.

Sobre a segunda safra, Arlindo explicou que parte das áreas deve ficar fora da janela ideal do milho, levando produtores a optar por outras culturas, como o gergelim, muito comum na região. “Quem conseguiu plantar mais cedo ainda vai fazer milho. O restante deve ir para gergelim, milheto ou sorgo. A rotação é necessária, mesmo com os preços não tão atrativos”, destacou.

A série MT Clima e Mercado segue agora pela região leste de Mato Grosso. Nos próximos episódios, a Aprosoja MT vai percorrer outros municípios, acompanhando o desenvolvimento das lavouras e registrando a realidade da safra 2025/26 em diferentes regiões produtoras do estado. 


Fonte: Assessoria


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